sexta-feira, junho 01, 2007

Alanis Morissette - Everything

I can be an asshole of the grandest kind
I can withhold like it’s going out of style
I can be the moodiest baby and you’ve never met anyone
who is as negative as I am sometimes

I am the wisest woman you've ever met.
I am the kindest soul with whom you've connected.
I have the bravest heart that you've ever seen
And you've never met anyone as ......
as positive as I am sometimes.

You see everything, you see every part
You see all my light and you love my dark
You dig everything of which I'm ashamed
There's not anything to which you can’t relate
And you’re still here

I blame everyone else, not my own partaking
My passive-aggressiveness can be devastating
I'm terrified and mistrusting
And you’ve never met anyone as,
As closed down as I am sometimes.

You see everything, you see every part
You see all my light and you love my dark
You dig everything of which I'm ashamed
There's not anything to which you can’t relate
And you’re still here

What I resist, persists, and speaks louder than I know
What I resist, you love, no matter how low or high I go

I'm the funniest woman you've ever known.
I am the dullest woman you've ever known.
I'm the most gorgeous woman you've ever known
And you've never met anyone as, as everything as I am sometimes.

You see everything, you see every part
You see all my light and you love my dark
You dig everything of which I'm ashamed
There's not anything to which you can’t relate
And you’re still here
And you’re still here
And you're still here...

quarta-feira, maio 30, 2007

Quando imaginamos o nosso futuro, o problema é que o imaginamos com base no nosso presente - e não com base naquilo que seremos quando o futuro que imaginamos se tornar presente.
Daniel Gilbert

Parece que vivemos obcecados pela importância da imagem. Para qualquer lado que nos viremos, lá estão os discursos sobre a importância de corresponder a um dado estereótipo acabado e adequado; de parecer bem; de transmitir na atitude o que se quer, o que deve ser ou o que convém.

Autor: Leal , Isabel Tema: Realidade Fonte: Notícias Magazine (DN) Data: 20070520
Há uma disciplina que faz hoje a maior falta: é a Cultura Geral.
Autor: Freitas do Amaral , Diogo

Inculcou-se a ideia de se poder aprender tudo a brincar, de que a aula deve ser a continuação do recreio. É absolutamente falso. Claro que o ensino deve ser o mais atraente e motivador possível... não é isso que está em causa. Mas é fundamental o treino da leitura, da ortografia, da escrita, da aritmética elementar. As crianças precisam de ser treinadas para dominar esses instrumentos "automáticamente" e poderem beneficiar da etapa seguinte. Se esta ideologia do "tudo a brincar" não for erradicada, teremos em breve uma escola pública frequentada apenas pelos filhos dos pobres ou dos que não se preocupam com a educação dos filhos.

Autor: Valente , Guilherme Fonte: Notícias Magazine (DN)
O saber é uma viagem sem epílogo.
Autor: Baptista-Bastos
Há uma diferença grande entre a coscuvilhice e a curiosidade. A curiosidade apela para pensar. A coscuvilhice ampara a preguiça. A curiosidade mexe com a humanidade: puxa-nos para o lugar dos outros, tentando perceber o que possam sentir, o que os leva a agir ou o que possam pensar. A coscuvilhice é uma forma de os desqualificarmos sem sermos nós a dizer mal deles.

Autor: Sá , Eduardo Fonte: Notícias Magazine (DN)
Vivemos o apogeu da incultura de massas. Nas escolas e nos meios electrónicos, em vez da outorga da soberania, impingem o direito à felicidade na completa incultura

Autor: Letria , Joaquim Fonte 24 Horas

Sobrevive quem aprende. Mas, para aprender, é preciso saber aprender. Aprender com o que corre mal, mas também com o que corre bem, porque o sucesso é empresa mais difícil do que o insucesso. Muitos não sabem aprender e, por isso, não aprendem. Embriagam-se quando vencem e desfalecem quando perdem, exagerando a verdadeira diferença entre a vitória e a derrota.

Autor: Rafael Nascimento , José Fonte: Diário de Notícias
95% das pessoas são idiotas. Não estou a brincar. É só provocar que a idiotice aparece.

Autor: Fernandes , Millôr

segunda-feira, maio 28, 2007

A Arte de Não Ler


A arte de não ler é muito importante. Consiste em não sentir interesse algum por aquilo que está a atrair a atenção do público numa determinada altura. Quando um panfleto político ou eclesiástico, um romance ou um poema estão a causar grande sensação, não devemos esquecer-nos de que quem escreve para tolos tem sempre grande público. Uma condição prévia para ler bons livros é não ler os maus: a nossa vida é curta.
Arthur Schopenhauer, in 'Aforismos'
Como concordo com este senhor...
É o Bom Leitor que faz o Bom Livro



É o bom leitor que faz o bom livro; em cada livro, ele encontra trechos que parecem confidências ou apartes ocultos para qualquer outro e evidentemente destinados ao seu ouvido; o proveito dos livros depende da sensibilidade do leitor; a ideia ou paixão mais profunda dorme como numa mina enquanto não é descoberta por uma mente e um coração afins.

Ralph Waldo Emerson, in 'Sociedade e Solidão'

O Estudo da Sabedoria Nunca Termina




Ao estudo da sabedoria jamais havereis de pôr termo; não acabe ele antes de acabada a vossa vida. Em três coisas cumpre ao homem pensar e exercitar-se enquanto viva: em saber bem, em bem falar e em bem obrar. Desterra dos teus estudos a arrogância; não fiques presumido pelo que sabes, porque tudo quando sabe o mais sábio homem do mundo nada é em comparação com o muito que lhe falta saber. Mui escasso é, e muito obscuro e incerto, tudo quanto os homens alcançam nesta vida; e os nossos entendimentos, detidos e presos neste cárcere do corpo, estão oprimidos por grandíssima escuridão, trevas e ignorância, e o corte ou fio do engenho é tão cego que não pode cortar, nem passar-lhe de raspão sequer, coisa alguma. Afora isto, a arrogância faz com que não possas tirar proveito do estudo; creio que terá havido muitos que não chegaram a sábios e que poderiam tê-lo sido se não dessem a entender que já o eram. Deveis guardar-vos, também, de porfias, de competências, de menosprezar ou amesquinhar o que os outros sabem ou não sabem, de desejar vanglórias. Para isto, principalmente, servem os estudos: para nos ensinarem a fugir de tais vícios e de outros semelhantes.


Juan Luis Vives, in "Introdução à Sabedoria"
Ando completamente sedenta por um boa leitura...

Anseio por poder deitar-me na espreguiçadeira a apanahar sol enquanto leio; poder deitar-me na areia e sentir aquele calorzinho; esticar-me na relva....

Quero ler, ler, ler sem parar....



Quero devorar livros!!!

sexta-feira, maio 25, 2007

Amizade Ideal




Nada é mais agradável à alma do que uma amizade terna e fiel. É bom encontrarmos corações atenciosos, aos quais podes confiar todos os teus segredos sem perigo, cujas consciências receias menos do que a tua, cujas palavras suavizam as tuas inquietações, cujos conselhos facilitam as tuas decisões, cuja alegria dissipa a tua tristeza, cuja simples aparição te deixa radiante! Tanto quanto for possível, devemos escolher aqueles que estão livres de afecções: de facto, os vícios rastejam, passam de pessoa para pessoa com a proximidade e qualquer contacto com eles pode ser prejudicial.
Tal como numa epidemia, devemos ter o cuidado de não nos aproximarmos das pessoas afectadas, porque correremos perigo só de respirarmos perto delas, também, em relação aos amigos, devemos ter o cuidado de escolher aqueles que estão menos corrompidos: a doença começa quando se misturam os homens saudáveis com os doentes. Não estou, com isto, a exigir-te que procures e sigas apenas o sábio: de facto, onde encontrarás um homem destes, que procuro há tanto tempo? Procura o menos mau, antes de procurares o óptimo. (...) Evitemos, sobretudo, os temperamentos tristes, que se lamentam de tudo e não deixam escapar uma única ocasião de se queixarem. Apesar de toda a fidelidade e de toda a bondade que possa demonstrar, um companheiro perturbado, que chora por tudo e por nada, é um inimigo da tranquilidade.



Séneca, in 'Cartas a Lucílio'
eu lamento-me muito? *-)
"perna boua no pedaco"






bjaa mafi, sua mussoila *-)
(posso-me rir?)

segunda-feira, maio 21, 2007

O Gosto pela Cultura


É mais difícil encontrar um gentleman que um génio. A marca mais distintiva de um homem culto é a possibilidade de aceitar um ponto de vista diferente do seu; pôr-se no lugar de outra pessoa e ver a vida e os seus problemas dessa perspectiva diferente. Estar disposto a experimentar uma ideia nova; poder viver nos limites das divergências intelectuais; examinar sem calor os problemas escaldantes do dia; ter simpatia imaginativa, largueza e flexibilidade de espírito, estabilidade e equilíbrio de sentimentos, calma ponderada para decidir - é ter cultura.
(...) A cultura vem da contemplação da natureza; do estudo da Literatura, Arte e Arquitectura com letras grandes; e do conhecimento pessoal das realidades emocionais da existência. É uma escala de valores, ou méritos, diferente da usada nas esferas dominadas pela ciência e pelo comércio. Vivemos numa cultura onde o sucesso é medido pelos bens materiais. É importante alcançar objectivos materiais, mas ainda é mais importante ser-se cidadão amadurecido, bem equilibrado e culto. A cultura (...) está em nós e não sepultada em estranhas galerias. Significa bondade de espírito e é a base de um bom carácter. A plenitude da vida não vem das coisas exteriores a nós; temos de criar a beleza em que vivemos. «Embora andemos pelo mundo a procurar a beleza, temos de a levar connosco ou não a encontraremos» - escreveu Emerson. Uma pessoa pode fruir o máximo prazer com paisagens, árvores, bosques, flores e frutos, céu azul, nuvens encasteladas, mares encapelados ou brandas ondas de um lago, vistas da margem de um rio, sombras na relva, estrelas e luar à noite. Para outra a beleza natural não tem encantos. A lua e as árvores brilham em vão; pássaros e insectos, árvores e flores, rio e lago e mar, sol, lua e estrelas não lhe dão qualquer prazer. Quem quer ter uma vida mais rica só tem de compreender e reconhecer todos os tipos de beleza e cultivar o gosto pelo belo dentro da alma.


Alfred Montapert, in 'A Suprema Filosofia do Homem'
Controlar a Ansiedade



Quando receamos algum mal, o próprio facto de o recearmos atormenta-nos enquanto o aguardamos: teme-se vir a sofrer alguma coisa e sofre-se com o medo que se sente! Tal como nas doenças físicas há certos sintomas que pressagiam a moléstia - incapacidade de movimento, lassidão completa mesmo quando se não faz nenhum esforço, sonolência, calafrios por todo o corpo -, também um espírito débil se sente abalado, mesmo antes de qualquer mal se abater sobre ele: como que adivinha o mal futuro, e deixa-se vencer antes do tempo. Há coisa mais insensata do que nos angustiarmos com o futuro em vez de deixarmos chegar a hora da aflição, e atrairmos sobre nós todo um cúmulo de tormentos? Quando não é possível livrarmo-nos por completo da angústia, pelo menos adiemo-la tanto quanto pudermos. Queres ver como é verdade que ninguém deve atormentar-se com o futuro?
Imagina um homem a quem tenha sido dito que depois dos cinquenta anos será submetido a graves suplícios: ele permanece imperturbável enquanto não passa a metade desse espaço de tempo, altura em que começa a aproximar-se da angústia prometida para a segunda metade da sua vida. Por um processo semelhante sucede também que certos espíritos doentes sempre em busca de motivos para sofrer se deixam tomar de tristeza por factos já remotos e esquecidos. A verdade é que nem o passado nem o futuro estão presentes, pelo que não podemos sentir qualquer deles. Ora a dor somente pode resultar de algo que se sente!


Séneca, in 'Cartas a Lucílio'
O Verdadeiro Gesto de Amor






Aquilo que de verdadeiramente significativo podemos dar a alguém é o que nunca demos a outra pessoa, porque nasceu e se inventou por obra do afecto. O gesto mais amoroso deixa de o ser se, mesmo bem sentido, representa a repetição de incontáveis gestos anteriores numa situação semelhante. O amor é a invenção de tudo, uma originalidade inesgotável. Fundamentalmente, uma inocência.





Fernando Namora, in 'Jornal sem Data'

domingo, maio 20, 2007

Can you feel the love tonight?, The Lion Sleeps tonight, A whole new world e Colours of the wind são apenas algumas das músicas que estive a ouvir...


Agora imaginem uma certa e determinada pessoa, tipo a magui, a cantar e dançar...Claro que ela dp me incentivou também a fazer uns movimentos assim meio excêntricos...

Agora estamos a pensar combinar a private karaoke, onde muitos talentos serão revelados ;)




Aviso:



Não nos responsabilizamos por danos físicos (como estouro dos tímpanos) e traumas psicológicos, nem por danos materiais (como vidros partidos..)




Interdito a pessoas com problemas cardíacos, a crianças e a qualquer pessoa que seja susceptível a demonstrações de insanidade momentânea.




É obrigatório a apresentação do Seguro de vida e contra todos os riscos em dia.




I Need Some Sleep - Eels - Shrek 2
I need some sleep.
You can’t go on like this.
I try counting sheep,
But there’s one I always miss.

Everyone says I’m getting down too low.
Everyone says, "You just gotta let it go"
You just gotta let it go
You just gotta let it go

I need some sleep
time to put the old horse down
I’m in too deep
and the wheels keep spinning round
Everyone says I’m getting down too low.
Everyone says, "You just gotta let it go"
You just gotta let it go
You just gotta let it go

You just gotta let it go
You just gotta let it go
You just gotta let it go
Esta música ontem acabou de se tornar uma das minhas favoritas :)

sábado, maio 19, 2007

Esta

...sou eu!!

Ok, ok....não sou, mas podia ser... Eu tb tenho bochechinhas coradinhas, aquela pilha de livros não me é estranha e a maçazinha vermelha (falta saber se é a envenenada pela bruxa)




terça-feira, maio 15, 2007



Beijo enorme para as duas meninas que andam tristinhas... Uma delas foi a fotógrafa que tirou esta foto quando estava entretida com o meu querido Noddy no seu carro amarelo Pópópóó

domingo, maio 13, 2007

O tempo passa a correr...ainda ontem éramos crianças, brincávamos juntos ou então conheci-vos alguns anos depois... Mas o que quero salientar é que ainda ontem éramos uns miúdos e hj mts de vcs já estão a acabar o curso... Como o tempo passa!!

Muitos parabéns a todos os finalistas! =)

Não posso deixar de dizer que foi com enorme prazer que vos dei as 3 bengaladas ;)

F E L I C I D A D E S
beijinhos :')

sexta-feira, maio 11, 2007

ping ping ping....

bzzee bzzee....

clinc...

trrz...

vmm..

dzzz dzzz






Sossego!!!!!



Just close your eyes...



Everything is so quiet now...





Mesmo que fale e explique não percebem (nem eu perceberia...),

pois enquanto falo os pensamentos perdem-se...



yeah, I know...




boring boring boring boring boring boring....

...b o r i n g !!!
Diferent thoughts,
diferent conceptions,
diferent points of view!!
a utopia...




...não existe...

sábado, abril 28, 2007

E na pausa do estudo...



enche-se a barriguinha!!

quinta-feira, abril 05, 2007

Páscoa Doce

Chegaram as férias,
São férias da Páscoa.
A criança salta,
Contente com as férias,
Ansiosa pelas prendas.
Os seus olhos brilham,
Quando passa nas ruas,
Vendo nas montras,
Tantas coisas doces,
Tão boas, tão bonitas.
Amêndoas, chocolates,
Ovos e coelhinhos,
Que coisas tão doces.
“Quantos dias faltam?
Nunca mais é Páscoa!”
Assim pensa a criança,
Assim pensa o adulto.
Só pensam nas prendas,
Só nas coisas doces.
Esquecem a verdade,
A “verdadeira” verdade,
Do dia mais doce.
O Senhor morreu,
Foi crucificado.
Pagou o preço,
Dos nossos pecados.
Mas Ele ressurgiu,
Ressuscitou da morte.
Aleluia! Ressurgiu!
Jesus vive!
Que coisa mais doce!



Carlos A. S. Ribeiro





sábado, fevereiro 10, 2007

As imagens dizem tudo. Clica aqui

Não soube do mundo

Era tão pequeno
que ninguém o via.
Dormia sereno
enquanto crescia.
Sem falar, pedia
- porque era semente -
ver a luz do dia
como toda a gente.
Não tinha usurpado
a sua morada.
Não tinha pecado.
Não fizera nada.


Foi sacrificado
enquanto dormia,
esterilizado
com toda a mestria.
Antes que a tivesse,
taparam-lhe a boca
- tratado, parece,
qual bicho na toca.

Não soltou vagido.
Não teve amanhã.
Não ouviu "Querido"...
Não disse "Mamã"...
Não sentiu um beijo.
Nunca andou ao colo.
Nunca teve o ensejo
de pisar o solo,
pezito descalço,
andar hesitante,
sorrindo no encalço
do abraço distante.


Nunca foi à escola,
de sacola ao ombro,
nem olhou estrelas
com olhos de assombro.
Crianças iguais
à que ele seria,
não brincou com elas
nem soube que havia.
Não roubou maçãs,
não ouviu os grilos,
não apanhou rãs
nos charcos tranquilos.
Nunca teve um cão,
vadio que fosse,
a lamber-lhe a mão
à espera do doce.

Não soube que há rios
e ventos e espaços.
E invernos e estios.
E mares e sargaços.
E flores e poentes.
E peixes e feras -
as hoje viventes
e as de antigas eras.

Não soube do mundo.
Não viu a magia.

Num breve segundo,
foi neutralizado
com toda a mestria.
Com as alvas batas,
máscaras de entrudo,
técnicas exactas,
mãos de especialistas
negaram-lhe tudo
( o destino inteiro...)

- porque os abortistas
nasceram primeiro.

(Renato de Azevedo)

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Numa aula prática num determinado estabelecimento de ensino superior...

"Não têm noção do que me aconteceu!!! A X acabou de me acertar com o calcanhar na cara!!! Mais especificamente no joelho!!"


Um conselho: cuidado com as pessoas que têm cócegas, pois têm tendência a ser violentas...

domingo, janeiro 07, 2007

Um Passo À Frente
Imagina que acabas de chegar ao fim de uma estrada. Só podes voltar à esquerda ou àdireita. O que fazes? Normalmente tentarias descobrir para onde é que cada uma delas iria.Tu farias a tua decisão tendo por base o destino a que quererias chegar e a melhor maneira de lá chegar. Imagina que escolhes a rua da esquerda e continuas a caminhar mas apercebes-te que ela te leva para algum sítio para onde tu não queres ir. Quando te voltas para trás e começas a andar na direcção contrária, apercebes-te de que a rua já lá não está. Tu não podes voltar ao lugar onde poderias ter feito a escolha certa e seguir a rua certa. As decisões fazem parte da nossa vida diária. Muitas vezes, não há a possibilidade de revertermos as nossas decisões.
Há muita gente que não acredita no inferno. Achas que o inferno é um lugar real?


(in manual de ensino bíblico para adolescentes - aluno 2, Cebapes)
"Posso ter defeitos,
viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço que a minha vida e a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver,
apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas
e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito de sua alma,
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos,
E saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica,
mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo."
Fernando Pessoa

terça-feira, janeiro 02, 2007

Tenho amigas mesmo especiais, queridas....e da mesma rede!!! :D

Receita de Bom Dia:
- 20 colheres de miminhos
- 8 dúzias de carinhos
- 8 Kg de abraço
- 10 L de beijinhos
- festinhas para adoçar
- mt amor!!!


Para as gulosas, como eu, há necessidade de multiplicar os ingredientes desta receita!! :D ***





Outra que me enviaram..

O mar falou-me das suas grandezas, dos Impérios que o fermentam, das forças que o agitam, das cidades que o habitam, eu falei-lhe de ti e ele sentiu-se pequeno.






Beijinho para quem me faz sorrir tal como elas :D ******

Vivam as sms grátis!!! Se não fossem elas eu não receberia várias sms por dia!! xD

"Ter cabeça não é nenhuma vantagem, os alfinetes também têm..."

"O bem que se faz num dia é a semente da felicidade para o dia seguinte. Querer tornar-se bom. já é ser bom!"

"Se alguma coisa deu errado na tua vida, ignora e segue em frente, porque certas derrotas prepara-nos para grandes vitórias..."

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Mas o mundo é sempre melhor depois duma abelha ter encontrado a sua flor.

Myrtes Mathias


Nuvens
Vontade de fazer nada,
ficar deitada,
olhando as nuvens que passam
sem meta, sem destino, como eu.
Estratos,
cúmulos,
nimbos,
cirros...
Todos os tamanhos,
todas as formas.
Pesadas como meu corpo,
leves como meus sonhos.
Transformar-se-ão na chuva que abençoa
ou na tempestade que destrói?
Carneirinhos brancos,
flores de algodão,
filamentos sem forma,
asas de anjos...
Negras, pesadas, compactas.
Céu de chumbo.
Estratos,
cúmulos,
nimbos,
cirros...
Submissas, indefesas, efémeras.
Perigosas, traiçoeiras:
destino dúbio.
Sofismas.
E eu?
Cirro que se desfaz em filamentos
à mercê do vento....


Myrtes Mathias
Porque o silêncio não é como as pessoas o pintam...
Vou deixar de ser assim...
t u d o = n a d a

terça-feira, dezembro 26, 2006

Recebi uma sms com um pensamento que dizia "Já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também já decepcionei alguém..."


Olho para esta frase e só me dá vontade de chorar...Este ano decepcionei muita gente, não importa a quantidade de pessoas que decepcionei. O que importa é que decepcionei pessoas que me são (ou eram...) próximas...Nem com a ajuda dos dedos das mãos e dos pés dava para contar o número de pessoas que decepcionei este ano.. Sinto-me em baixo...Não passa um único dia sem que eu desiluda alguém. Então, ponho-me a pensar que às vezes mais vale ser desiludida do que desiludir...


Vou bater com a cabeça várias vezes na parede...adeusinho..


autodesilusão...autodesilusão...autodesilusão...











autodesilusão...autodesilusão...autodesilusão...autodesilusão...autodesilusão...

domingo, dezembro 10, 2006

Menina sem Nome

Magrinha, sem nome, vestida de trapos,
lá vai pela rua a menina sem lar.
Os pés sem sapatos, os olhos sem brilho
e no coração vontade de amar.

Criança sem dono, com fome, com frio,
arrastando nas ruas sua sorte sem dó,
perguntando à Vida (por que sem resposta)
"Se sou tão pequena, por que vivo só?"

Num tempo bem longe, perdido no tempo,
tinha uma casa de flor na janela:
lá dentro era quente, bonito, alegre,
papai era forte e brincava com ela.

Mas um dia a desgraça bateu lá na porta,
numa noite fria papai foi embora:
por onde saiu entrou a tristeza,
entrou a pobreza que estava lá fora.

Nunca mais a miséria deixou a sua casa:
mamãe trabalhava a mais não poder,
a flor da janela murchou sem ruído,
tudo foi vendido pra ter que comer.

E mamãe que era boa, era jovem, era bela,
como a flor da janela, começou a murchar
e numa noite, sozinha, chamando: "filhinha",
trocou esta terra por outro lugar.

Então a menina saiu pelas ruas,
puxando a saudade em vez de brinquedo,
pedindo pão, chorando de frio,
num mundo vazio, fugindo de medo.

De medo dos guardas, de medo do mundo,
de medo de tudo, de medo da vida,
chamando "mamãe"...baixinho, baixinho,
sentindo no peito uma saudade doída.

Vontade de ir embora, sem saber pra onde,
fugir deste medo, da fome, da dor,
encontrar um cantinho onde haja alegria,
uma boneca de pano, um resto de amor.

Na morte que a espreita de um canto da rua,
talvez ela encontre a alegria perdida.
Assim, segue sozinha, de olhos enormes
abertos no nada, fugindo da vida...

Menina sozinha, sem nome, sem tecto,
que foge de tudo, suplica em vão?
Só pede um afecto, um lar, um carinho,
um recto caminho - o teu coração.

Myrtes Mathias

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Continuo na idade dos porquês,
de saltar às cordas, jogar à cabra cega e saltar ao eixo.
Continuo na idade das correrias e dos trambolhões...
Continuo a estatelar-me ao comprido num chão que parecia distante,
tento levantar-me de um salto, mas sem sucesso...
no entanto, vou tentando mobilizar aos poucos cada músculo
do meu corpo, que vou erguendo suavemente.

Pensei que as sapatilhas não escorregassem,
mas a chuva, sem que eu me apercebesse,
tinha transformado o pavimento num ringue de patinagem..

Cai granizo.
Tenho o cabelo totalmente desgrenhado.
Os meus pés estão enregelados,
as minhas mãos completamente insensíveis.
Apanho um papel do chão,
levo a mão à mochila, retiro as canetas
e começo a desenhar linhas.
Por mais que tente saem sempre tremidas,
mas não deixam de ser linhas...

Agarro as canetas com força,
quando inesperadamente uma esfera
me atinge certeiramente o canto do olho.
Os meus lábios e queixo começam a tremer,
enquanto tento segurar as lágrimas.
Levanto-me, olho em volta...
não se encontra vivalma na rua.
Observo as luzes do semáforo,
esboço um sorriso...

Continuo na idade de escrever o que me vem à cabeça..
Continuo a bater com o pé,
a afirmar que gosto de laranjas
e que não me importo que sejam levemente ácidas,
desde que sumarentas!
Continuo a deambular pelo jardim,
a tropeçar nas heras,
a bater com a cabeça no diospireiro
e a arranhar-me nos braços espinhosos
daquela tão frágil framboeseira...

Começo a correr e não páro...
Esta 4ª feira descobri que quando as pessoas dizem que sou parva têm razão (anatómicamente falando)...
Fecho os olhos...

domingo, novembro 26, 2006


Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.

Sophia de Mello Breyner Andresen









As rosas

Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas.

Sophia de Mello Breyner Andresen"Dia do Mar"

(1º ed. Ática 1947, vol. I da "Obra Poética", ed. Caminho)




Uma grande escritora, sem dúvida alguma! Ainda me recordo nos meus tempos de criança (há muitos anos atrás, ou entao não...) de apresentar um trabalho sobre ela, em que minhas últimas palavras foram: "Leiam livros."
Tenho saudades de quando devorava alguns livros por semana. Não digo vários por semana, pois a semana tem apenas 7 dias de 24h, mas lia muito mais do que leio agora...

Quero ler! Quero ler! Quero encostar-me numa rocha com um livro nas mãos, mas não quero desses com páginas brancas...hmm, quero poder tocar na areia enquanto mergulho num outro mundo... Quero ler um livro de barriga para o ar e ir brincando ao "faz de conta" com as núvens no céu...

suspiro...

suspiro...



quarta-feira, novembro 15, 2006



Eternidade

A vida passa lá fora,
Ou na pressa de uma roda,
Ou na altura de uma asa,
Ou na paz de uma cantiga;
E vem guardar-se num verso
Que eu talvez amanhã diga.



Amanhã...


Li este poema há algumas semanas atrás e passei-o para o pc. Mas houve uma falha, pois esqueci-me de escrever o nome do seu autor e agora já não me lembro. E, para ser franca, não me apetece levantar da cadeira na qual estou instalada só para ir procurar o nome do poeta...Sei que ele anda algures numa destas estantes, mas em qual? Não importa...
O que importa é que a vida passa. Uns dias mais depressa, outros mais devagar...Mas há coisas que ficam, são os tais pormenores...


Só escrevo coisas inúteis e incompletas....Por detrás de uma palavra estão tantos significados e tantas outras palavras! Raras são as vezes em que não me desvio e em que não me perco nas diversas percepções que nem sabia que podia atribuir a esse aglomerado ordenado de letras...Mas sou constantemente surpreendida por interpretações externas que nunca me passariam pela cabeça. NÃO PENSEM!!! Sim, não pensem! Sou responsável apenas pelas minhas interpretações. Ponto final. Parágrafo!

São frases absurdas feitas de palavras absurdas. Se eu própria o sei, porque é que teimo em as escrever?! Isto é assim tão absurdo?

Simplesmente perco-me...


Agradecia, desde já, a colaboração dos estimados leitores deste blog para quando se aperceberem de algum texto absurdo me notificarem...

Simplesmente perco-me...

Simplesmente perco-me...

Simplesmente perco-me...


B e i j i n h o s s a l t i t a n t e s



Fim

Falam por mim os plátanos da rua:

Deixam cair as folhas amarelas,

E ficam hirtos na friagem nua

Como mastros sem velas.

Miguel Torga

segunda-feira, novembro 13, 2006

Tou gelada e nem o chocolate me cativa...

Eu


Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem sorte,
Sou a irmã do sonho, e desta sorte,
Sou a crucificada...a dolorida...

Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!

Florbela Espanca, Livro de Mágoas

Eu sou a que tem um sorriso nos lábios
Sou a que desata a rir no meio do nada
Sou aquela a quem apertam as bochechas
Sou a eterna sonhadora
Sempre a divagar.
Sou a que chamam de distraída,
pois enquanto caminho olho para o infinito.
Sou simplesmente eu!
E não há ninguem que o saiba ser tão bem!

Sou de outras coisas


Sou de outras coisas
pertenço ao tempo que há-de vir sem ser futuro
e sou amante da profunda liberdade
sou parte inteira de uma vida vagabunda
sou evadido da tristeza e da ansiedade

Sou doutras coisas
fiz o meu barco com guitarras e com folhas
e com o vento fiz a vela que me leva
sou pescador de coisas belas, de emoções
sou a maré que sempre sobe e não sossega

Sou das pessoas que me querem e que eu amo
vivo com elas por saber quanto lhes quero
a minha casa é uma ilha é uma pedra
que me entregaram num abraço tão sincero

Sou doutras coisas
sou de pensar que a grandeza está no homem
porque é o homem o mais lindo continente
tanto me faz que a terra seja longa ou curta
tranco-me aqui por ser humano e por ser gente

Sou doutras coisas
sou de entender a dor alheia que é a minha
sou de quem parte com a mágoa de quem fica
mas também sou de querer sonhar o novo dia

Fernando Tordo
Sou doutras coisas
sou de utilizar fotos de flores sem pedir autorização
sou de transformar dias de chuva em dias de sol
porque quero ser sempre colorida
como aquela flor..

quinta-feira, novembro 09, 2006

*F*E*L*I*Z* *A*N*I*V*E*R*S*Á*R*I*O*

Venho por este meio demonstrar a minha enorme alegria por teres nascido! Tenho orgulho em ser tua amiga (das grandes!!) e de fazer parte daquele círculo restrito ao qual poucos têm acesso!!

Que possamos sempre festejar esta data por muitos e bons anos!

Agradeço-te que não fiques convencido nem te comeces a babar (nem que seja pelo facto de eu não ter nenhuma babete para te emprestar) por teres um post dedicado exclusivamente a ti!

Agora ri-te, senão eu vou ter de te ir fazer cócegas!

* b e i j i n h o s g r a n d e s *

quarta-feira, novembro 08, 2006

Dunas

Contar os grãos de areia destas dunas é o meu ofício actual. Nunca julguei que fossem tão parecidos, na pequenez imponderável, na cintilação de sal e oiro que me desgasta os olhos. O inventor de jogos meu amigo veio encontrar-me quase cego. Entre a névoa radiosa da praia mal o conheci. Falou com a exactidão de sempre:«O que lhe falta é um microscópio. Arranje-o depressa, transforme os grãos imperceptíveis em grandes massas orográficas, em astros, e instale-se num deles. Analise os vales, as montanhas, aproveite a energia desse fulgor de vidro esmigalhado para enviar à Terra dados científicos seguros. Escolha depois uma sombra confortável e espere que os astronautas o acordem.

Carlos de Oliveira
Também estou a meio de uma contagem, mas não é de grãos de areia....é de pedras!! Encontraram-me quase cega, mas de sono... E não me falaram com exactidão....

domingo, novembro 05, 2006


Abram alas para o Noddy!!!!

Abram alas para o Noddy!!!! NODDY!!!! :D

O Noddy é mesmo fofo...deixa-me tola! lolol

Trajada e sentada no carrinho do Noddy! Simplesmente fizemos com que as pessoas que circulavam por ali ficassem paradas de boca aberta a olhar para nós!! lol
Ainda bem que há tolinhas e tolinhos!!

Um beijinho em especial pa caloirinha maluca!

sábado, novembro 04, 2006

Reparei que tudo o que postei aqui sempre de acordo com o meu estado de espírito e por isso muitas das vezes que queria postar acabava por não o fazer, pois tais textos não estavam minimamente de acordo com o que se passava comigo. Mas isso vai acabar!! A partir de agora vou colocar aqui "o que me der na telha". As pessoas que me são mais chegadas saberão distinguir quando algo que aqui foi publicado está ou não de acordo com o meu estado de espírito.


Aqui fica um exemplo:

Doidas, doidas, doidas andam as galinhas
para pôr o ovo lá no buraquinho.
Raspam, raspam, raspam p'ra alisar a terra,
picam, picam, picam p'ra fazer o ninho...

agora imaginem alguém (sabe-se lá quem...) a dançar isto, às vezes a solo, outras vezes em grupo no meio de um recinto público denominado faculdade (não digo o nome completo, para não irem já a correr p'ra lá para assistirem ao espectáculo...). Experimentem dançar e cantar com uma maçã vermelha na boca (imaginem um leitãozinho prontinho a ser comido com uma maçã bem vermelhinha na boca...). Lamento informar, mas se usarem uma maçã amarela já não tem o mesmo efeito...

O meu chapéu tem três bicos,
tem três bicos o meu chapéu.
Se não tivesse três bicos,
o chapéu não era meu!

A professora de BB I ficou sensibilizada por 2 ou 3 das suas alunas irem tão contentes para a aula. Até pensou que tivesse sido efeito de alguma festa que se tivesse prolongado até horas tardias e que tais alunas tivessem ido directas para as aulas...Mas as ditas cujas alunas esclareceram a tão surpreendida professora: apenas gostavam de ir com pensamentos positivos para aquela sala!

Gosto do Tobias, do Óscar e do Gervásio. Lembro com muita paixão aqueles breves segundos em que tive oportunidade de dançar na arrecadação com um deles. Mas fui apanhada em flagrante por uma tolinha...

Fotos e filmagens apenas são permitidas pela dona deste blog e participante activa destas actividades académicas!

Um agradecimento às meninas e aos meninos que permitem este óptimo aproveitamento das salas, corredores e arrecadações, dos materiais, dos esqueletos e do boneco musculado do tal estabelecimento de ensino superior.

Um abraço especial para o Tobias, Óscar e Gervásio. Sem vocês o que seria de nós?! (Falo em nome das outras participantes ou assistentes...)

Primos do Óscar e do Tobias



Como podem ver, eu não estou tola hoje. Este post não tem a ver com o meu estado de espírito actual, visto hoje ser sábado e eu ter acordado ainda há pouco...
Outra das razões para às vezes demorar mais a actualizar o blog é por não encontrar uma imagem que fique (minimamente) bem com o texto...

terça-feira, outubro 17, 2006


Quero sorrir....

...e ter um brilho no olhar...








Quero...

Quero ir para a beira-mar perder-me nas palavras mudas de um livro...

Quero rodopiar e sentir a chuva no meu corpo...

Quero deitar-me na areia e desenhar no céu sonhos de estrelas...

Quero sentar-me no parapeito da janela a ouvir o ribombar dos trovões, observar relâmpagos e dar dentadinhas no chocolate...

Quero dançar e cantar a música que me fascina...

Quero sentir as grossas gotas de chuva a escorrer pela minha face...

Quero deliciar-me com framboesas...

Quero saltar, correr, girar, gritar, rir e sorrir...

Quero caminhar em silêncio a olhar para o infinito...

Quero fechar os olhos e ver o que os outros não vêem...

Quero ir para o outro extremo do arco-íris...

Quero sonhar e imaginar...

Quero querer...

Quero alguém que queira e que também queira querer...






Beijinho*Beijinho*Beijinho*Beijinho*Beijinho*Beijinho*Beijinho*Beijinho*Beijinho*

domingo, outubro 15, 2006




Lágrima

Dos olhos me cais,
redonda formosura.
Quase fruto ou lua,
cais desamparada.
Regressas à água
mais pura do dia,
obscuro alimento
de altas açucenas.
Breve arquitectura
da melancolia.
Lágrima, apenas.

Eugénio de Andrade
Tal e qual...


Chuva

Chove uma grossa chuva inesperada,
Que a tarde não pediu mas agradece.
Chove na rua, já de si molhada
Duma vida que é chuva e não parece.
Chove, grossa e constante,
Uma paz que há-de ser
Uma gota invisível e distante
Na janela a escorrer...

Miguel Torga

sábado, outubro 14, 2006







Há quem desenforme a gelatina assim...com um secador de cabelo! (não digo nomes nem aponto o dedo...) lol

Gosto assim muuuuuuuuuuuuito de diospiros

Este ainda estava numa árvore.


domingo, outubro 08, 2006

Carta da infância
Amigo Luar:
Estou fechado no quarto escuro
e tenho chorado muito.
Quando choro lá fora
ainda posso ver as lágrimas caírem na palma das
minhas mãos e brincar com elas ao orvalho
nas flores pela manhã.
Mas aqui é tudo por demais escuro
e eu nem sequer tenho duas estrelas nos meus olhos.
Lembro-me das noites em que me fazem deitar
tão cedo e te oiço bater, chamar e bater,
na fresta da minha janela.
Pelo muito que te tenho perdido
vem agora,no bico dos pés
para que eles te não sintam lá dentro,
brincar comigo aos presos no segredo
quando se abre a porta de ferro e a luz diz:bons dias, amigo.

Carlos de Oliveira
Pequenina...
Queria ficar para sempre pequenina...
teria o colinho do meu pai...
e o aconchegar da minha mãe,
quando não conseguisse adormecer.
O tempo passou...
Porque é que a maioria dos poemas são tristes?
Porque é que me sinto mais inspirada para escrever quando tou mais tristonha?
Porque é que tenho vontade de escrever mesmo sem queda para tal?
Porque é que há músicas e poemas que me põe a chorar?
Porque é que as lágrimas teimam em escorrer pela minha face, mesmo quando eu não quero?
Porque é que a vida não pode ser bonita e alegre todos os dias?
Porque é que há dias em que só me apetece ficar enfiada no quarto?
Porque é que quando tou mais em baixo me agarro com toda a força à almofada
Beijinho da sempre pequenina boxexinhax*

quarta-feira, outubro 04, 2006



Brinquedo
Foi um sonho que eu tive:
Era uma grande estrela de papel,
Um cordel E um menino de bibe.
O menino tinha lançado a estrela
Com ar de quem semeia uma ilusão;
E a estrela ia subindo, azul e amarela,
Presa pelo cordel à sua mão.
Mas tão alto subiu
Que deixou de ser estrela de papel.
E o menino, ao vê-la assim, sorriu
E cortou-lhe o cordel.

Miguel Torga





Eu também lanço estrelas.
A algumas também já cortei o cordel,
outras, como teimam em não se elevar,
ainda estão presas ao cordel...
mas olho para o céu
e vejo já várias a cintilar,
então, penso que outras se lhes irão juntar..


muitas estrelinhas cintilantes***

"O maior sentido do nosso corpo é o tacto. Provavelmente é o mais importante dos sentidos. Informa-nos sobre a profundidade, a espessura e a forma. Sentimos, amamos e odiamos em virtude dos corpúsculos tácteis da nossa pele."

J. Lionel Tayler

domingo, outubro 01, 2006



Melancolia de um fim de setembro

Ó manhã, manhã,
manhã de setembro,
invade-me os olhos,
inunda-me a boca,
entra pelos poros
do corpo, da alma,
até ser em ti,
sem peso e sem memória,
um acorde só
do vento e da água,
uma vibração
sem sombra nem mágoa.

Eugénio de Andrade





O mês de Setembro acabou...
Hoje o acordar já foi diferente,
o de amanhã também será...
Um fim, um começo...
É tempo de dizer adeus a uns,
olá a outros...
Os nossos cafés sem café irão permanecer...
As nossas idas às compras também...
Aqueles jantares cheios de alegria...
A cantoria pelas ruas fora...
Momentos de extrema boa disposição,
Que ficaram gravados
tanto na memória como no coração.
Eu vou, mas a amizade fica...
O início teve começo no fim!

Kiss & Hug

Peregrinação

Corro o mundo à procura dum poema
Que perdi não sei quando, nem sei onde.
Chamo por ele, e a voz que me responde
Tem o timbre da minha, desbotado.
Às vezes no mar largo ou num deserto
Parece-me que sim, que o sinto perto
Da inspiração;
Mas sigo afoito em cada direcção,
E é o vazio passado
Acrescentado....
Areia movediça ou solidão.

Teimoso lutador, não desanimo.
Olho o monte mais alto e subo ao cimo,
A ver se ao pé do céu sou mais feliz.
Mas aí nem sequer ouço o que digo;
O silêncio de Orfeu vem ter comigo
E nega os versos que afinal não fiz.
Miguel Torga
E se eu fosse navegando pelos mares? Subindo às montanhas?
Contento-me apenas em trepar às núvens e em baloiçar-me nelas...
Beijo em cada face**