domingo, janeiro 07, 2007
terça-feira, janeiro 02, 2007
Receita de Bom Dia:
- 20 colheres de miminhos
- 8 dúzias de carinhos
- 8 Kg de abraço
- 10 L de beijinhos
- festinhas para adoçar
- mt amor!!!
Para as gulosas, como eu, há necessidade de multiplicar os ingredientes desta receita!! :D ***
Outra que me enviaram..
O mar falou-me das suas grandezas, dos Impérios que o fermentam, das forças que o agitam, das cidades que o habitam, eu falei-lhe de ti e ele sentiu-se pequeno.
Beijinho para quem me faz sorrir tal como elas :D ******
"Ter cabeça não é nenhuma vantagem, os alfinetes também têm..."
"O bem que se faz num dia é a semente da felicidade para o dia seguinte. Querer tornar-se bom. já é ser bom!"
"Se alguma coisa deu errado na tua vida, ignora e segue em frente, porque certas derrotas prepara-nos para grandes vitórias..."
quarta-feira, dezembro 27, 2006
terça-feira, dezembro 26, 2006
Olho para esta frase e só me dá vontade de chorar...Este ano decepcionei muita gente, não importa a quantidade de pessoas que decepcionei. O que importa é que decepcionei pessoas que me são (ou eram...) próximas...Nem com a ajuda dos dedos das mãos e dos pés dava para contar o número de pessoas que decepcionei este ano.. Sinto-me em baixo...Não passa um único dia sem que eu desiluda alguém. Então, ponho-me a pensar que às vezes mais vale ser desiludida do que desiludir...
Vou bater com a cabeça várias vezes na parede...adeusinho..
autodesilusão...autodesilusão...autodesilusão...
autodesilusão...autodesilusão...autodesilusão...autodesilusão...autodesilusão...
domingo, dezembro 10, 2006
Magrinha, sem nome, vestida de trapos,
lá vai pela rua a menina sem lar.
Os pés sem sapatos, os olhos sem brilho
e no coração vontade de amar.
Criança sem dono, com fome, com frio,
arrastando nas ruas sua sorte sem dó,
perguntando à Vida (por que sem resposta)
"Se sou tão pequena, por que vivo só?"
Num tempo bem longe, perdido no tempo,
tinha uma casa de flor na janela:
lá dentro era quente, bonito, alegre,
papai era forte e brincava com ela.
Mas um dia a desgraça bateu lá na porta,
numa noite fria papai foi embora:
por onde saiu entrou a tristeza,
entrou a pobreza que estava lá fora.
Nunca mais a miséria deixou a sua casa:
mamãe trabalhava a mais não poder,
a flor da janela murchou sem ruído,
tudo foi vendido pra ter que comer.
E mamãe que era boa, era jovem, era bela,
como a flor da janela, começou a murchar
e numa noite, sozinha, chamando: "filhinha",
trocou esta terra por outro lugar.
Então a menina saiu pelas ruas,
puxando a saudade em vez de brinquedo,
pedindo pão, chorando de frio,
num mundo vazio, fugindo de medo.
De medo dos guardas, de medo do mundo,
de medo de tudo, de medo da vida,
chamando "mamãe"...baixinho, baixinho,
sentindo no peito uma saudade doída.
Vontade de ir embora, sem saber pra onde,
fugir deste medo, da fome, da dor,
encontrar um cantinho onde haja alegria,
uma boneca de pano, um resto de amor.
Na morte que a espreita de um canto da rua,
talvez ela encontre a alegria perdida.
Assim, segue sozinha, de olhos enormes
abertos no nada, fugindo da vida...
Menina sozinha, sem nome, sem tecto,
que foge de tudo, suplica em vão?
Só pede um afecto, um lar, um carinho,
um recto caminho - o teu coração.
Myrtes Mathias
sexta-feira, dezembro 08, 2006
de saltar às cordas, jogar à cabra cega e saltar ao eixo.
Continuo na idade das correrias e dos trambolhões...
Continuo a estatelar-me ao comprido num chão que parecia distante,
tento levantar-me de um salto, mas sem sucesso...
no entanto, vou tentando mobilizar aos poucos cada músculo
do meu corpo, que vou erguendo suavemente.
Pensei que as sapatilhas não escorregassem,
mas a chuva, sem que eu me apercebesse,
tinha transformado o pavimento num ringue de patinagem..
Cai granizo.
Tenho o cabelo totalmente desgrenhado.
Os meus pés estão enregelados,
as minhas mãos completamente insensíveis.
Apanho um papel do chão,
levo a mão à mochila, retiro as canetas
e começo a desenhar linhas.
Por mais que tente saem sempre tremidas,
mas não deixam de ser linhas...
Agarro as canetas com força,
quando inesperadamente uma esfera
me atinge certeiramente o canto do olho.
Os meus lábios e queixo começam a tremer,
enquanto tento segurar as lágrimas.
Levanto-me, olho em volta...
não se encontra vivalma na rua.
Observo as luzes do semáforo,
esboço um sorriso...
Continuo na idade de escrever o que me vem à cabeça..
Continuo a bater com o pé,
a afirmar que gosto de laranjas
e que não me importo que sejam levemente ácidas,
desde que sumarentas!
Continuo a deambular pelo jardim,
a tropeçar nas heras,
a bater com a cabeça no diospireiro
e a arranhar-me nos braços espinhosos
daquela tão frágil framboeseira...
Começo a correr e não páro...
domingo, novembro 26, 2006
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.
Sophia de Mello Breyner Andresen

As rosas
Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas.
Sophia de Mello Breyner Andresen"Dia do Mar"
(1º ed. Ática 1947, vol. I da "Obra Poética", ed. Caminho)
Uma grande escritora, sem dúvida alguma! Ainda me recordo nos meus tempos de criança (há muitos anos atrás, ou entao não...) de apresentar um trabalho sobre ela, em que minhas últimas palavras foram: "Leiam livros."
Tenho saudades de quando devorava alguns livros por semana. Não digo vários por semana, pois a semana tem apenas 7 dias de 24h, mas lia muito mais do que leio agora...
Quero ler! Quero ler! Quero encostar-me numa rocha com um livro nas mãos, mas não quero desses com páginas brancas...hmm, quero poder tocar na areia enquanto mergulho num outro mundo... Quero ler um livro de barriga para o ar e ir brincando ao "faz de conta" com as núvens no céu...
suspiro...
suspiro...
quarta-feira, novembro 15, 2006

Eternidade
A vida passa lá fora,
Ou na pressa de uma roda,
Ou na altura de uma asa,
Ou na paz de uma cantiga;
E vem guardar-se num verso
Que eu talvez amanhã diga.
Amanhã...
Li este poema há algumas semanas atrás e passei-o para o pc. Mas houve uma falha, pois esqueci-me de escrever o nome do seu autor e agora já não me lembro. E, para ser franca, não me apetece levantar da cadeira na qual estou instalada só para ir procurar o nome do poeta...Sei que ele anda algures numa destas estantes, mas em qual? Não importa...
O que importa é que a vida passa. Uns dias mais depressa, outros mais devagar...Mas há coisas que ficam, são os tais pormenores...
Só escrevo coisas inúteis e incompletas....Por detrás de uma palavra estão tantos significados e tantas outras palavras! Raras são as vezes em que não me desvio e em que não me perco nas diversas percepções que nem sabia que podia atribuir a esse aglomerado ordenado de letras...Mas sou constantemente surpreendida por interpretações externas que nunca me passariam pela cabeça. NÃO PENSEM!!! Sim, não pensem! Sou responsável apenas pelas minhas interpretações. Ponto final. Parágrafo!
São frases absurdas feitas de palavras absurdas. Se eu própria o sei, porque é que teimo em as escrever?! Isto é assim tão absurdo?
Simplesmente perco-me...
Agradecia, desde já, a colaboração dos estimados leitores deste blog para quando se aperceberem de algum texto absurdo me notificarem...
Simplesmente perco-me...
Simplesmente perco-me...
Simplesmente perco-me...
segunda-feira, novembro 13, 2006
Eu
Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem sorte,
Sou a irmã do sonho, e desta sorte,
Sou a crucificada...a dolorida...
Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...
Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!
Florbela Espanca, Livro de Mágoas
Eu sou a que tem um sorriso nos lábios
Sou de outras coisas
Sou de outras coisas
pertenço ao tempo que há-de vir sem ser futuro
e sou amante da profunda liberdade
sou parte inteira de uma vida vagabunda
sou evadido da tristeza e da ansiedade
Sou doutras coisas
fiz o meu barco com guitarras e com folhas
e com o vento fiz a vela que me leva
sou pescador de coisas belas, de emoções
sou a maré que sempre sobe e não sossega
Sou das pessoas que me querem e que eu amo
vivo com elas por saber quanto lhes quero
a minha casa é uma ilha é uma pedra
que me entregaram num abraço tão sincero
Sou doutras coisas
sou de pensar que a grandeza está no homem
porque é o homem o mais lindo continente
tanto me faz que a terra seja longa ou curta
tranco-me aqui por ser humano e por ser gente
Sou doutras coisas
sou de entender a dor alheia que é a minha
sou de quem parte com a mágoa de quem fica
mas também sou de querer sonhar o novo dia
Fernando Tordo





