domingo, março 30, 2008

- Há milhões e milhões de anos que as flores fabricam espinhos. Há milhões e milhões de anos que os carneiros as comem, apesar de tudo. E não será sério procurar compreender por que perdem tanto tempo fabricando espinhos inúteis? Não terá importância a guerra dos carneiros e das flores? Não será mais importante que as contas do tal sujeito? E se eu, por minha vez, conheço uma flor única no mundo, que só existe no meu planeta, e que um belo dia um carneirinho pode liquidar num só golpe, sem avaliar o que faz, - isto não tem importância?!

Corou um pouco, e continuou em seguida:

- Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla. Ele pensa: "Minha flor está lá, nalgum lugar..." Mas se o carneiro come a flor, é para ele, bruscamente, como se todas as estrelas se apagassem!

in "O Principezinho", Saint-Exupéry

quarta-feira, março 26, 2008

Soldier of love - Pearl Jam

quinta-feira, março 20, 2008

Às vezes pode parecer que fraquejo ou me conformo, mas sou uma lutadora por natureza... Não desisto dos meus sonhos...Se me cortam um caminho, sigo por outro! Posso demorar mais tempo ou passar por mais peripécias, mas no fim acaba tudo bem...
Tudo tem uma razão de ser, embora na maioria das vezes nunca a saibamos... Tudo pode mudar de um dia para o outro...Eu sei que sim!

quinta-feira, março 06, 2008

original picture by R.G.

"Os teus dedos - poderão estar enroscados no vento, os teus dedos que já não existem? Quando tu existias, o vento era apenas vento. Cada coisa tinha uma forma exacta e uma história de duração. Perdi a dureza que me fazia durar quando te perdi - ou melhor, quando desapareceste e eu me perdi em ti."... "e agora acredito que a carícia dos teus dedos está no vento, a cintilação dos teus olhos negros na água do olhar de uma amiga tresmalhada, nas estrelas ou nos reflexos do sol sobre o rio. Amizade. Desenho o teu riso sobre essa palavra e vejo-te inteira no lugar dela."



in Fazes-me Falta, de Inês Pedrosa



Apaixonei-me por este livro...

sábado, março 01, 2008

Porque o silêncio não é como as pessoas o pintam...

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Ao vento

O vento passa a rir, torna a passar,
Em gargalhadas ásperas de demente;
E esta minh'alma trágica e doente
Não sabe se há-de rir, se há-de chorar!
Vento de voz tristonha, voz plangente,
Vento que ris de mim, sempre a troçar,
Vento que ris do mundo e do amar,
A tua voz tortura toda a gente!...
Vale-te mais chorar, meu pobre amigo!
Desabafa essa dor a sós comigo,
E não rias assim!... Ó vento, chora!
Que eu bem conheço, amigo, esse fadário
Do nosso peito ser como um Calvário,
E a gente andar a rir pla vida fora!!...



Florbela Espanca

Algures na ribeira....
- Olha!!!
(caras de espanto...)
- é uma pessoa!!!
- não é nada!
- é! É!! Está-se a mexer!! Tás a ver?
- opah, não é!
(risos e mais risos!)
- é um manequim, não vês?!
- mas tá-se a mexer!!
(gargalhadas sonoras)




Bjo na trenga**

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Bike - Pink Floyd

Aqui está uma música que gosto e o vídeo

quarta-feira, janeiro 16, 2008

by R.G.


Terzza Rima

O que se vê de aqui é só um muro
Um muro no caminho e em cada passo
Um muro entre o passado e o futuro

Um muro em cada gesto em cada olhar
O muro está no tempo e está no espaço
O muro E não se pode atravessar.

O muro está por baixo e está em cima
à direita e à esquerda em frente ao centro
Na prosa no falar na terzza rima

Um muro na palavra e em cada imagem
O muro está por fora e está por dentro
O muro
E não encontras a passagem.

Manuel Alegre

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Crazy - Simple Plan




É simplesmente uma das minhas músicas favoritas, tb gosto do videoclip.
*by R.G.*
Das Utopias

Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não querê-las.
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das estrelas!

Mário Quintana

sábado, dezembro 29, 2007

A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.

A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,
o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.

O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,
o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

Vinicius de Moraes
Procuremos somente a beleza, que a vida
É um punhado infantil de areia ressequida,
Um som de água ou bronze e uma sombra que passa...

Eugénio de Castro
Soneto

Rudes e breves as palavras pesam
mais do que as lajes ou a vida, tanto,
que levantar a torre do meu canto
é recriar o mundo pedra a pedra;
mina obscura e insondável, quis
acender-te o granito das estrelas
e nestes versos repetir com elas
o milagre das velhas pederneiras;
mas as pedras do fogo transformei-as
nas lousas cegas, áridas, da morte,
o dicionário que me coube em sorte
folheei-o ao rumor do sofrimento:
ó palavra de ferro, ainda sonho
dar-vos a leve têmpora do vento.

Carlos de Oliveira

terça-feira, dezembro 25, 2007


Dead of Winter - Eels

Standing in the dark outside the house
Breathing in the cold and sterile air
Well I was thinking how it must feel
To see that little light
And watch it as it disappears
And fades into
And fades into the night

So I know you're going pretty soon
Radiation sore throat got your tongue
Magic markers tattoo you
And show it whare to aim
And strangers break their promises
You won't feel any
You won't feel any pain

And the streets are jammed with cars
Rockin' their horns
To race to the wire
Of the unfinished line

Thought that I'd forget all about the past
But it doesn't let me run too fast
And I just wanna stand outside
And know that this is right
And this is true
And I will not
Fade into
Fade into the night

Standing here in the dark

sábado, dezembro 22, 2007

E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.


Fernando Pessoa

terça-feira, dezembro 18, 2007



esta música é mesmo...opah...qualquer coisa...

domingo, dezembro 16, 2007

Encontrei-o... Só precisei de o abrir....

Há dias em que me dá mesmo uma fome por poesia...


Natal

Inverno lactescente, adormecido
Querer, noite encantada.
Já não sinto, porém, aquele amor,
Nem a vida sonhada.

Tudo se foi, pouco nos resta,
Ilhas não há. Montanhas só no espírito
Se elevam, distantes e coroadas
Pela solidão.

No muro da minha alma há uma fresta.
Por ela entra o vento e a multidão
Das vozes e dos signos.

Quando a certeza chega, o coração
Lança de si os trajes mais indignos
E entra, sorrindo, na fresta.

(Natal...Natais, Ruy Cinatti)




Natal é renascer

Natal é renascer
Homem ou pedra que se esconde
Renascer e nascer mudando
O tempo e o lugar onde


(Natal...Natais, Luís Veiga Leitão)
A minha alma fugiu pela Torre Eiffel acima,
- A verdade é esta, não nos criemos mais ilusões
- Fugiu, mas foi apanhada pela antena da TSF
Que a transmitiu pelo infinito em ondas hertzianas...
(Em todo o caso que belo fim para a minha Alma)!...

Agosto de 1915 (in Poesia, Sá-Carneiro)





Levantei-me... Lentamente dirigi-me àquele cantinho... Acendi a luz e fui tirando os livros um a um daquela prateleira. Finalmente, decidi-me por este: Poesia de Mário Sá-Carneiro.
Neste momento queria um sol, que me aquecesse os pés ou então aquela chávena de chá fumegante entre as minhas mãos. Bastaria um gesto...




O AMOR

Mote


Amor é chama que mata,

Sorriso que desfalece,

Madeixa que se desata,

Perfume que se esvaece.

(Popular)



Glosas


Amor é chama que mata,

Dizem todos com razão,

É do mal coração

E com ele se endoidece.

O amor é um sorriso

Sorriso que desfalece.


Madeixa que se desata

Denominam-no também.

O amor não é um bem:

Quem ama sempre padece.

O amor é um perfume

Perfume que se esvaece.



17 de Maio de 1905 (in Poesia, Sá-Carneiro)

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Há pessoas chatas (aliás, extremamente chatas) e o eins é uma delas!
Não descansou enquanto não me "obrigou" a fazer um post também a dar-lhe um beijinho.

Beijinho para o eins *

Satisfeito?

Vá...Já podes dizer que eu sou uma querida e nada, nada violenta! :D




Acabei por alterar a cor do post, já que sua excelência acha que
"tu querias mm queimar os olhos do pessoal com aquela cor"